sábado, 30 de janeiro de 2010

NASCER.

Nascer,
nascer pra que.
Se hoje se morre
antes de nascer.

Viver,
viver pra que.
Se a fome é grande
e nada posso fazer.

Crescer,
crescer pra que.
Se só os ricos
chegam ao poder.

Fazer,
fazer o que.
Se quando chegam lá
finge o povo esquecer.

Morrer,
morrer pra que.
Se nem o enterro
se pode fazer.

SERÁ?

Será que a vida
foi feita mesmo
pra ser vivida?

Será que o sonho
foi feito mesmo
pra ser sonhado?

Será que o amor
foi feito mesmo
pra ser amado?

Será que o tempo
foi feito mesmo
pra ser passado?

Será que eu não sei
que é você
que eu quero amar?

Estou confusa
vou esperar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

TUDO SUMIU.

Quanta saudade da brisa
do vento leve e suave,
do ninho que abrigava
a mais pequenina ave.

Da planta que dava sombra
ao pequenino sofrido,
que por uma seca medonha
foi da sua terra tangido.

Do rio que toda tarde
era tão gostoso o banho,
sem chuva secou o leito
já nem se vê o tamanho.

Das estrelas o seu brilho
da lua o seu clarear,
da árvore a sua sombra
onde eu ia descansar.

Sumiu do céu a beleza
sumiu da terra o luar,
sumiu do ar a pureza
sumiu do homem o pensar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O BRASIL.

Será que o Brasil
está indo ou voltando,
está correndo o povo
ou está caminhando.

O mundo gira
e a terra obedece,
o rico vive
e o pobre padece.

O povo se odeia
olhando o mundo,
destrói uma vida
antes de um segundo.

A paz já não vive
no nosso Brasil,
só a cor do céu
ainda é anil.

Ninguém quer mais
ajudar o irmão,
diz que é vagabundo
e não precisa não.

Já não ama o Deus
que fez o infinito,
nunca vai a missa
nem sabe um bendito.

Não sabe que a vida
tem seu rumo certo,
e que Jesus cristo
está sempre perto.

Oh! Deus abençoe
a nossa nação,
pois amo o Brasil
do meu coração.

O SÃO FRANCISCO.

O rio belo
que nasce aqui,
tão pequenino
e vai pra lí.

Ganha um braço
e fica forte,
levando água
lá para o norte.

É santo mesmo
de águas boas,
é são Francisco
a salvar pessoas.

Tem muitos peixes
barcos remando,
é são Francisco
tudo molhando.

No meu Nordeste
tu chegas lá,
e a mão do homem
quer transformar.

Oh! são Francisco
de braços grandes,
são suas águas
que la se espande.

É nosso rio
que quer viver,
protege ele
pra não morrer.

Não deixe nada
lhe maltratar,
pois a água um dia
pode faltar.

Vigia ele
com unha e dente,
o rio é vivo
padece e sente.

Do meu Nordeste
ele é o tesouro,
vale para nós
mais do que ouro.

Os Nordestinos
podem dizer,
não deixe amigo
o rio morrer.

MINHA TERRA.

Eu sou lá do pé da serra
onde o canto se encerra
ao juntar-se ao horizonte,
eu sou da nata do lixo
eu tenho muito capricho
eu gosto muito dos montes.

Eu sou de onde se canta
se tem procissão de santa
e desfile juvenil,
eu sou la de um recanto
um pedacinho tão santo
que fica aqui no Brasil.

Onde a noite é mais bela
debruçada na janela
olhando a imensidão,
me dá um gosto profundo
sinto o amor maior do mundo
dentro do meu coração.

No silêncio da madrugada
se ouve é a passarada
a cantar pela floresta,
não há banda mais eleita
mais sonora e perfeita
para animar uma festa.

Sou da região Nordestina
dessa Região pequenina
onde a pobreza é maior,
onde a seca castigava
pra ver se eu abandonava
porém eu só tinha dó.

Sou lá do canto da serra
onde a vacaria berra
quando o inverno vai chegar,
sou da terra mais querida
mais forte e mais acolhida
eu sou é do Ceará.

SEU DOUTOR.

Seu Doutor aí da cidade
me desculpe por bondade
o que vou lhe perguntar,
por que ontem não enxergava
o pobre que implorava
o pão para o seu jantar.

Seu Doutor não me responde
vai saindo e se esconde
sem responder o que quero,
fugindo da realidade
eu descobri na verdade
você não é o que eu espero.

Mas um dia vai chegar
e seu Doutor vai implorar
uma coisa que o pobre tem,
querendo subir na vida
o pobre será a partida
do futuro que lhe convem.

Pois é quando o pobre tem vez
e seu Doutor esquece o que fez
quando se aproxima a eleição,
chama o pobre de excelência
demonstrando a paciência
que não tem seu coração.

Seu Doutor seja mais honesto
não faça do pobre um resto
pois ele é igual a você,
ser pobre não é defeito
pois tudo por deus é feito
e ninguém pode desfazer.

Lembres que o senhor é rico
tem casa, carro e burrico
mas tudo vem do sertão,
e é sempre o sertanejo
quem faz todo o manejo
pra chegar na sua mão.

Mas seu Doutor se esquece
não vê que o pobre padece
debaixo de um sol ardente,
e quando vai lhe procurar
é por que não pode esperar
pois ja está muito doente.

Seu Doutor veja o eleitor
que engrandece o senhor
no dia da eleição,
ele é pobre mas não esqueça
que tem perna e tem cabeça
e que tambem é seu irmão.

Este seu orgulho Doutor
desgosta todo eleitor
sem saber em quem votar,
dizendo vou a eleição
mas em ninguém voto não
vou meu titulo rubricar.

Seu Doutor o pobre é gente
ele tambem padece e sente
a maior decepção,
quando vai falar contigo
e o senhor diz: amigo
eu não lhe conheço não.

Eita mundão acabado
onde o pobre é humilhado
sem valer nenhum tostão,
só é visto e conhecido
por seu Doutor protegido
no tempo da eleição.

Me desculpa seu Doutor
em eu dizer que o senhor
não olha mesmo pra gente,
porem essa é a verdade
seu Doutor aí na cidade
não sabe o que o pobre sente.