sábado, 9 de outubro de 2010

A RIMA E O POETA

Eu sempre guardo no peito
Aqueles versos perfeitos
Que sai da minha cachola,
Se não tenho muito estudo
Como posso ficar mudo
Se tiver minha viola.

Se já fiz tudo que pude
Tomei banho de açude
Tambem já nadei no mar,
Já vi uma chuva de pedra
Vi tão seca a minha terra
E até já aprendi rimar.

Sei que a rima e o poeta
Segue sempre a mesma meta
E tem sempre o mesmo dom,
De zelar da poesia
Que dar asa a fantasia
Para não sair do tom.

O poeta nasce feito
Quase que não ver defeito
Na sua bela cidade,
Juntando rima com rima
Da terra, fala do clima
Mas estanca na saudade.

sábado, 2 de outubro de 2010

A TERRA ESTÁ NUA.

O verde se foi
A terra está nua,
Só a fumaça
No mundo flutua.

O homem destrói
O que a terra cria,
Tiram-lhe os verdes
Ela o repudia.

Levam as aves
Que tem por aqui,
Até já sumiu
O meu bem-te-ví.

E o beija-flor
o que vai beijar,
Se não tem flores
Pra desabrochar.

O que vou fazer
Para respirar,
Se o oxigênio
Na terra acabar.

A FLECHA

Eu vago ao léu
Eu busco no céu
As estrelas o luar,
Acendo uma vela
E saio a janela
Pra ti procurar.

Eu busco a areia
E pego a sereia
Lá dentro do mar,
Eu encho um rio
Até perco o brio
De tanto chorar.

Eu entro na mata
Procuro a cascata
Eu mato um leão,
Mas acho uma brecha
E acerto a flecha
No teu coração.

Atravesso o horizonte
Bebo água na fonte
Pra me abastecer,
Mas trago aquele rosa
Bonita e formosa
Igual a você.