domingo, 12 de dezembro de 2010

VOCÊ SABE SEU DOUTOR?

Você sabe seu doutor
O que é se passar fome?
Eu garanto que o senhor
Não conhece nem de nome.

Você sabe quanto dói
Acordar pela manhã,
E ao invés de ter café
Só mingau de carimã?

Já aconteceu algum dia
Que nem o leite se tem?
Enfiar a mão no bolso
E não sair um vintém?

Você sabe seu doutor
Como é grande a humilhação?
Você aí come filé
O pobre aqui nem feijão.

É muita desigualdade
Entre o rico e o pobre,
Um esbanjando dinheiro
O outro sem nenhum cobre.

POBRE DE MENTE

São caminhos longos
Para percorrer,
São coisas difícies
De se resolver.

São caminhos tortos
Como concertar,
Só a conciência
Vai poder falar.

É dinheiro certo
Em lugar errado,
Com gasto excessivo
E descontrolado.

É gente tão pobre
Mais pobre de mente,
Que tira de novo
O que era da gente.

Tira a esperança
Do povo que sofre,
Enchendo o bolso
Também o seu cofre.

VAGA-LUME

Nunca vi tanta beleza
Escondida em teu olhar,
Eu não sei o que acontece
E tu não queres me falar.

Só sei que aquele brilho
Que eu gostava de ver,
Agora não existe mais
E entristeceu você.

Aquela felicidade
Que brilhava em teu olhar,
Sumiu ou estar morta
Já não quer mais despertar.

De que vale o meu sorriso
Com tristeza em teu olhar,
O que fazer da noite escura
Sem você pra me acalmar.

O que fazer sem teu calor
Sem teu cheiro teu perfume,
O meu olhar fica perdido
Feito olhar de vagalume.