Eu ando pela rua
silenciosa e nua
um eterno deserto,
eu e a madrugada
num gole acalmada
num bar alí perto.
Eu olho o infinito
é tudo bonito
do jeito que eu penso,
com o peito espremido
eu ouço um gemido
e meu olhar fica tenso.
Um choro inocente
parece de gente
procuro entender,
é uma criança
que a sua esperança
acabou de perder.
Drogada na noite
tangida no açoite
que o vento a conduz,
sem saco ou maleta
jogada a sarjeta
por falta de luz.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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