Estamos no mesmo barco
você de lá e eu daqui,
você me manda seu verso
o meu eu mando pra ti,
tentando apagar no peito
algo que não quer sair.
Duvido ter um poeta
que não sofreu quando amou,
ou que ainda está sofrendo
com o que o peito guardou,
e no verso está falando
o que você nunca falou.
Nós que hoje somos poetas
sabemos que é mesmo assim,
pois essa tristeza imensa
um amor trouxe pra mim,
e quanto mais o tempo passa
mais esse amor não tem fim.
Nosso verso é a saida
pra desafogar o peito,
com certeza estás vivendo
o que eu vivo em meu leito,
tentando apagar as marcas
de um amor que foi desfeito.
domingo, 30 de maio de 2010
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