Meu vaqueiro, meu amigo
Como é que vou falar,
Que essa terra é teu abrigo
E o meu peito é teu lugar.
Tu que levas a boiada
Levas meu coração também,
Como é triste a madrugada
Sem o aboio do meu bem.
Neste teu gibão de couro
Tanta beleza se esconde,
No sertão tu vales ouro
Mas não tem trajes de conde.
A boiada segue o caminho
Marchando sem se cansar,
E você com o seu destino
Faz meu peito machucar.
Quero que sejas vaqueiro
Destemido e protetor,
Pra no campo ser guerreiro
E no peito o meu amor.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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